

Quem sou eu
Meu nome é Deise Franco Barreto, e a minha vida é uma carta viva escrita pelas mãos de Deus.
Por muito tempo, caminhei em trilhas confusas, movida por sentimentos incertos que me levavam a buscar em pessoas aquilo que só Deus poderia preencher. Cedi a desejos que prometiam me completar, mas só me lançaram em um vazio ainda mais escuro — um silêncio interno onde as batidas do meu coração soavam como um eco descompassado, enganoso e ferido.
Sim, enfrentei lutas internas que muitos não ousam mencionar. Tive inclinações que tentei esconder, não por medo de ser vista, mas por entender que se eu brilhasse com minha própria luz, acabaria ofuscando a presença dEle em mim. Descobri na dor que a homossexualidade não é uma condenação, mas um estado da alma que precisa ser compreendido — um reflexo de feridas, histórias e buscas mal direcionadas.
E foi nesse lugar profundo, onde só existiam sombras e promessas vazias, que ouvi a voz dEle. Deus me chamou de volta — para os Seus braços, para o propósito que Ele já havia sonhado pra mim desde o ventre da minha mãe.
No início, resisti. Negligenciei o chamado, fingi não ouvir. Mas o Senhor, com Sua paciência que não se cansa, me conduziu ao deserto. Não para me punir, mas para me encontrar.
Ali, no silêncio do deserto, descobri que Ele nunca me deixou. E compreendi que Ele não prometeu facilidades — mas garantiu Sua presença. E isso… isso basta.
Hoje, sou movida pelo Espírito que habita em mim. Sou testemunha viva da graça que restaura. Uso minha história, minha voz e minhas cicatrizes para iluminar vidas — seja através de vídeos, conselhos, pregações, livros ou palavras que escrevo com o coração.
A escrita, aliás, é uma das formas mais íntimas pelas quais Deus me usa. Cada livro que escrevo carrega uma parte da minha jornada e uma mensagem dEle, destinada a curar, confrontar e despertar.
Não sou perfeita. Mas sou rendida.
E se a minha jornada puder alcançar alguém que ainda está naquele poço escuro, então, tudo isso já faz sentido. Porque onde a luz de Deus passa, nada permanece como antes.

Minha História/ Testemunho
Nasci na igreja católica, mas aos nove anos, algo começou a florescer no meu coração. Um evangelismo em minha cidade — uma tenda simples, mas cheia da presença de Deus — tocou minha família inteira. Meus pais, meus irmãos e eu fomos alcançados por Ele. Aos dez anos, fomos batizados na Igreja Adventista do Sétimo Dia, e logo comecei a frequentar o Clube de Desbravadores. Aqueles momentos foram sementes que Deus plantou em mim, germinando fé, disciplina e um gosto pelo céu.
Mas a vida, em sua complexidade, me conduziu por caminhos tortuosos. Entre os quinze e dezesseis anos, afastei-me do Senhor. Andei por trilhas de escolhas erradas, me perdi em lugares que não deveriam existir e com pessoas que não refletiam a luz que eu tanto buscava. Aos vinte anos, percebi que havia mergulhado em um lamaçal que parecia impossível de sair. Minha vida estava despedaçada, meu espírito cansado e meus sonhos fragmentados.
Decidi voltar. Voltei para Deus como filha que teme o olhar do Pai, envergonhada de suas falhas. Mas minha reconciliação não foi completa. Mudara de cidade, e com vergonha de encarar o passado, continuei escondida, sem permitir que Ele restaurasse meu coração plenamente. Pouco depois, conheci meu marido. Casamo-nos aos vinte e um anos, e juntos entregamos a Deus um desejo que nos consumia: sermos pais. Oramos para que viesse uma criança no tempo certo, segundo a vontade dEle.
Os anos passaram, e o filho não veio. Minha fé se tornou inquieta, meus olhos humanos se cansaram de esperar. Mas, mesmo assim, uma outra inquietação florescia dentro de mim: um chamado que eu fingia não ouvir. Deus me chamava para pregar, testemunhar, falar de Seu amor, mas eu recuava. Tinha medo, vergonha, achava que minha voz falharia e que minhas palavras soariam vazias. E assim, negligenciei meu propósito por muitos anos, enquanto o Espírito Santo pacientemente continuava a me conduzir.
Em 2023, finalmente decidi me reconciliar com Deus. Falei com meu pastor e fui instruída ao rebatismo. Naquele ato, renasci, lavei minhas falhas e me entreguei novamente. Ainda assim, o chamado parecia distante, e eu continuava a me esconder, achando que não seria capaz.
Tudo mudou em janeiro de 2025. Senti sinais de que estava grávida. O exame de sangue ainda não confirmava, mas a esperança e o temor se misturavam em meu coração. Três dias depois, antes de repetir o teste, fui tomada por dores intensas, desmaios inesperados e um medo que parecia envolver cada célula do meu corpo. No hospital, entre medicações e exames, descobriram que minha gravidez era ectópica. Precisaria de cirurgia imediata — minha vida corria risco.
Naquele sábado, a cirurgia me arrancou da rotina e da segurança que eu ainda podia tocar. Retiraram minha trompa direita, o feto, e, por um erro durante o procedimento, meu intestino foi lesionado. Fui levada à UTI, onde permaneci quatro dias, cada hora mais longa que a anterior. O tempo parecia se arrastar, e cada respiração se tornava um ato de fé.
Foi lá, no silêncio e na dor, que Deus se fez extraordinariamente presente. Na primeira noite, fui visitada por um Ser de luz. Não vi seu rosto claramente, mas senti Suas mãos sobre meu rosto, a testa tocando a minha, e algo dentro de mim se acalmou como nunca antes. Era consolo, era amor, era cuidado — um amor que não se mede, que não se explica. Depois soube que era a resposta de Deus à oração do meu marido, que havia pedido que eu não me sentisse sozinha naquele momento.
Não demorou para que a sombra também se fizesse presente. Em outra noite, percebi dois homens com roupas rasgadas e semblantes envelhecidos, zombando da minha dor, apontando para minha cirurgia, rindo de minha vulnerabilidade. Eles se dirigiram a outro paciente, um jovem de vinte e dois anos, internado por overdose, que após ser desintubado, repetia palavras desconexas, ria e falava de Lúcifer. Eu entendi: não era apenas uma batalha física. Estava no meio de uma guerra espiritual, e minha oração tornou-se urgente, intensa, plena de entrega.
Clamei ao Senhor:
“Oh Pai, se este é o meu propósito, de ir e proclamar a sua mensagem, que assim seja, eu aceito. Mas, por favor, tire-me daqui. Restaure minha saúde e faça um milagre na minha vida.”
Deus prontamente me ouviu. Horas depois, recebi alta da UTI. Voltei para casa cinco dias após a cirurgia, ainda fraca fisicamente, mas com o coração cheio de propósito. Nada mais seria como antes. A partir daquele momento, minha vida se tornou missão. Meu primeiro livro, “Peregrinos da Esperança”, nasceu desses dias de dor, consolo e renascimento. Hoje, minha voz é usada para levar a mensagem de Deus — por livros, testemunhos, redes sociais, pregações...
Ainda sinto medo, ainda sinto vergonha, e às vezes duvido da minha capacidade. Mas Deus me sustenta, me capacita e me conduz. Cada cicatriz, cada desmaio, cada toque divino, cada sombra enfrentada, tudo isso me trouxe até aqui.
E deixo a pergunta para você, que lê estas linhas:
✨ Você já aceitou o chamado de Deus para a sua vida?
Se ainda não, o que está esperando?
